segunda-feira, 20 de junho de 2011

Pastoras lésbicas querem fazer \'evangelização\' na Parada Gay

Casal passou por sessões de descarrego

Três semanas depois de inaugurar uma igreja inclusiva e voltada para acolher homossexuais no Centro de São Paulo, o casal de pastoras Lanna Holder e Rosania Rocha pretende participar da Parada Gay de São Paulo, em 26 de junho, para \"evangelizar\" os participantes. Estudantes de assuntos ligados à teologia e a questões sexuais, as mulheres encaram a Parada Gay como um movimento que deixou de lado o propósito de sua origem: o de lutar pelos direitos dos homossexuais.

\"A história da Parada Gay é muito bonita, mas perdeu seu motivo original\", diz Lanna Holder. Para a pastora, há no movimento promiscuidade e uso excessivo de drogas. \"A maior concepção dos homossexuais que estão fora da igreja é que, se Deus não me aceita, já estou no inferno e vou acabar com minha vida. Então ele cheira, se prostitui, se droga porque já se sente perdido. A gente quer mostrar o contrário, que eles têm algo maravilhoso para fazer da vida deles. Ser gay não é ser promíscuo.\"

As duas pastoras vão se juntar a fiéis da igreja e a integrantes de outras instituições religiosas para conversar com os participantes da parada e falar sobre a união da religião e da homossexualidade. Mas Lanna diz que a evangelização só deve ocorrer no início do evento. \"Durante [a parada] e no final, por causa das bebidas e drogas, as pessoas não têm condição de serem evangelizadas, então temos o intuito de evangelizar no início para que essas pessoas sejam alcançadas\", diz.

Leandro Rodrigues, de 24 anos, um dos organizadores da Parada Gay, diz que o evento \"jamais perdeu o viés político ao longo dos anos\". \"O fato de reunir 3 milhões de pessoas já é um ato político por si só. A parada nunca deixou de ser um ato de reivindicação pelos direitos humanos. As conquistas dos últimos anos mostram isso.\"

Segundo ele, existem, de fato, alguns excessos. \"Mas não é maioria que exagera nas drogas, bebidas. Isso quem faz é uma minoria, assim como acontece em outros grandes eventos. A parada é aberta, e a gente não coíbe nenhuma manifestação individual. Por isso, essas pastoras também não sofrerão nenhum tipo de reação contrária. A única coisa é que o discurso tem que ser respeitoso.\"

Negação e aceitação da sexualidade
As duas mulheres, juntas há quase 9 anos, chegaram a participar de sessões de descarrego e de regressão por causa das inclinações sexuais de ambas. \"Tudo que a igreja evangélica poderia fazer para mudar a minha orientação sexual foi feito\", afirma Lanna. \"E nós tentamos mudar de verdade, mergulhamos na ideia\", diz Rosania. As duas eram casadas na época em que se envolveram pela primeira vez.

\"Sempre que se fala em homossexualidade na religião, fala-se de inferno. Ou seja, você tem duas opções: ou deixa de ser gay ou deixa de ser gay, porque senão você vai para o inferno. E ninguém quer ir para lá\", diz Lanna.

A pastora afirma que assumir a homossexualidade foi uma descoberta gradual. \"Conforme fomos passando por essas curas das quais não víamos resultado, das quais esperávamos e ansiávamos por um resultado, percebemos que isso não é opção, é definitivamente uma orientação. Está intrínseco em nós, faz parte da nossa natureza.\"

Igreja Cidade de Refúgio
Segundo as duas mulheres, após a aceitação, surgiu a ideia de fundar uma igreja inclusiva, que aceita as pessoas com histórias semelhantes as delas. \"Nosso objetivo é o de acolher aqueles que durante tanto tempo sofreram preconceito, foram excluídos e colocados à margem da sociedade, sejam homossexuais, transexuais, simpatizantes\", diz Lanna.

Assim, a Comunidade Cidade de Refúgio foi inaugurada no dia 3 de junho na Avenida São João, no Centro de São Paulo. Segundo as pastoras, em menos de 2 semanas o número aumentou de 20 fiéis para quase 50. Mas o casal ressalta que o local não é exclusivo para homossexuais. \"Nós recebemos fiéis heterossexuais também, inclusive famílias\", diz Rosania.

Apesar do aumento de fiéis, as duas não deixaram de destacar as retaliações que têm recebido de outras igrejas através de e-mails, telefonemas e programas de rádio e televisão. \"A gente não se espanta, pois desde quando eu e a pastora Rosania tivemos o nosso envolvimento inicial, em vez de essa estrutura chamada igreja nos ajudar, foi onde fomos mais apontadas e julgadas. Mas não estamos preocupadas, não. Viemos preparadas para isso\", afirma Lanna. As informações são do G1.Crédito: lara Velasco/G1

terça-feira, 7 de junho de 2011

CGADB responde às críticas de Silas Malafaia e Samuel Câmara

"Nós temos influência dos suecos. Nosso objetivo é salvação e edificação, e não comércio”, diz pastor Wellington

Diante dos comentários e pedidos dos internautas ao portal AD Alagoas sobre uma festa paralela do centenário no Estado do Pará, publicamos declarações do pastor-presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB).

Em sua sala no Belenzinho, em São Paulo-SP, no subsolo do templo da Assembleia de Deus, pastor José Wellington Bezerra da Costa, de 77 anos, recebeu a equipe de reportagem do portal de notícias Creio para um bate-papo. Na pauta, o centenário da Assembleia de Deus e o futuro da denominação, a maior do Brasil. Desde 1987 à frente da Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB), rebate as críticas de seus opositores, Silas Malafaia e Samuel Câmara, e confirma que a denominação está unida. ”A Igreja não é de A ou B”, declarou logo de início.

Vindo do Ceará, pastor José Wellington reafirma sua postura firme fruto do ensinamento que recebeu da família. “É melhor dormir com fome, do que acordar com dívida”, repetiu o ensinamento dado por sua mãe. Desde 1987 à frente da CGADB, eleito por sete vezes, ele diz que não dá nenhum passo fora da direção de Deus. “Se Deus disser basta, eu entrego a direção, não vejo problema”, dispara o líder que tem em seu ministério, em São Paulo, 2,3 mil congregações e se vê envolvido na construção de um grande templo para 10 mil pessoas.

Com saúde de ferro – item comemorado – o assembleiano disse que ficou muito desgastado na última eleição da Convenção. “Foram muitas calúnias”, declarou. “O desejo deles é a CPAD [Casa Publicadora das Assembleias de Deus no Brasil]. Quando assumi, a entidade tinha R$ 1,5 milhão em duplicatas. Assumi a empresa, profissionalizei a gestão com irmão Ronaldo. Hoje, mesmo sem fins lucrativos, a empresa caminha com excelência”, disse.

Sobre a identidade assembleiana, José Wellington continua sua tese: “Nós temos influência dos suecos, temos doutrina firme. Nosso objetivo é salvação e edificação. O deles é baseado nos norte-americanos com atos midiáticos e comércio. Eles se amoldam a determinados costumes que não nos adaptamos”. Sobre o futuro da Assembleia de Deus ele finaliza: “A AD é uma árvore que dá muitos frutos. Unidos nós estamos”. A CGADB irá sim comemorar o centenário em Belém. "Vamos comemorar no Estádio de Futebol Baenão, para poder comportar as milhares de pessoas que vem agradecer a Deus pelos 100 anos", disse o pastor.

O CASO

Os pastores Samuel Câmara, líder de uma igreja chamada AD Mãe (ele mesmo intitulou assim, numa afronta à presidência eleita democraticamente), em Belém-PA, e Silas Malafaia, líder da Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro-RJ, vêm fazendo severas críticas a José Wellington e à CGADB devido a seus métodos de trabalho. Samuel Câmara, que perdeu a eleição para a presidência da CGADB para José Wellington, não se conforma e acusa o pastor-presidente de ignorar e tentar abafar a Igreja-Mãe das comemorações pelo centenário da Assembleia de Deus.

Já Silas Malafaia, acusado de se envolver com a Teologia da Prosperidade (tão combatida pelos teólogos ortodoxos), ex-vice-presidente da CGADB, reclama das contas e organizações da convenção e denuncia supostas irregularidades. A ação de Silas reflete claramente a intenção de querer assumir a CPAD, já que atualmente é dono da Central Gospel, empresa de artigos evangélicos que tenta fazer concorrência.

CENTENÁRIO OFICIAL DA CGADB

Grandes concentrações evangelísticas irão ocorrer simultaneamente em todas as capitais brasileiras para comemorar o centenário oficial. Essa é uma das atividades previstas para acontecerem, nos dias 17 e 18 de junho. O intuito é ganhar muitas vidas para Cristo e, ao mesmo tempo, mostrar à sociedade a presença e a força das Assembleias de Deus em todos os estados da federação. A Assembleia de Deus em Alagoas, na presidência do pastor José Antonio dos Santos, irá seguir a programação oficial da CGADB.

CONFIRA

05 de junho (manhã)

Escola Bíblica Dominical Especial em todo o País contando a história da Assembleia de Deus no Brasil. Na igreja-sede, bairro do Farol, o estudo bíblico será geral para todas as classes. As congregações devem seguir a mesma orientação.

05 de junho (noite)

Culto da Centésima Ovelha. Como o nome já sugere, trata-se de um culto que contará com uma programação especial voltada para os afastados da Casa do Senhor.

12 de junho (manhã)

O grande batismo na Praia de Sete Coqueiros. No interior, os pastores farão o batismo em cada cidade. Expectativa de 5 mil pessoas em Alagoas.

12 de junho (noite)

Culto de abertura das comemorações do Centenário da igreja Assembleia de Deus em todo o país

13 a 17 de junho

Em todas as igrejas-sedes, haverá cultos festivos com pregadores, corais e cantores

18 de junho (sábado)

A concentração evangelística será na Praça de Multieventos, localizada no bairro de Pajuçara, em Maceió. O pregador será o pastor Josué Brandão, da Assembleia de Deus em Feira de Santana (BA). A cantora Miría Mical estará louvando ao Senhor.

19 de junho (domingo)

Encerramento das comemorações do Centenário com a Santa Ceia do Senhor em todas as igrejas-sedes e pela noite um grande culto de gratidão.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Saiba como foi o protesto e manifestação contra a PLC 122 organizada pelo Pastor Silas Malafaia em Brasília


A última quarta-feira, primeiro de junho, foi considerada um marco para os ativistas pró-família, uma manifestação contra a PLC 122 organizada pelo Pastor Silas Malafaia em Brasília reuniu milhares de evangélicos, católicos e pessoas que não concordam com bandeiras como a PLC 122, legalização do aborto e maconha e o kit gay. O evento foi denominado como Marcha pela Família.

Os manifestantes exibiam cartazes com dizeres como “Diga não a PL 122″, “Daqui a pouco vão dizer que a Bíliba é homofóbica”, “I love my family” e “Pela união entre o homem e a mulher” e gritavam palavras de ordem. No palanque o Pastor Silas Malafaia foi enfático afirmando que “Marta Suplicy pensa que crente é otário” e criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que reconheceu a união gay no Brasil: “O STF rasgou a Constituição”, o líder ainda completou dando sua opinião sobre a PLC 122: “O projeto de lei é inconstitucional. Lei contra a homofobia já existe, isso é conversa para dar privilégio a uma minoria” afirma. Em dado momento o Pastor rasgou uma cópia da PLC 122 no palanque, levando o público ao delírio.

Já o Senador Magno Malta acusou o Senado de querer criar um “terceiro sexo” dando preferência aos homossexuais: “Se Deus criou macho e fêmea, não vai ser o Senado que vai criar um terceiro sexo com uma lei. É preciso que eles [homossexuais] entendam que o anseio grotesco de uma minoria não vai se fazer engolir”, acredita. Já o deputado federal e ex Governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi mais polido em seus comentários: “Eles [os participantes da marcha] amam a todas as pessoas, só que não concordam com o pecado de algumas,” disse. Outro Senador que também se pronunciou foi o evangélico Marcelo Crivella, da Igreja Universal do Reino de Deus: “Nunca vi a igreja evangélica tão unida, deixando de lado as denominações em prol do reino de Deus” conclui.

Números

A quantidade de manifestantes é contraditória, a imprensa em geral fala entre 25 e 50 mil participantes, a polícia militar estima 20 mil e os organizadores falam entre 70 e 80 mil. O Pastor Silas Malafaia esperava cerca de 30 mil pessoas na Marcha pela Família, diversas caravanas foram até o local para protestar...

Manifestação da glória de Deus no Povoado Barriga com Salvaçao de Almas.

No dia Vinte e Seis de Maio no povoado barriga em Paulo Afonso bahiano encerramento da festa na gestão do Pr. Gesselio Honorio, Assembleia de Deus comemorava seu aniversaro na quele lugar onde tiveram apresença de varias pessoas para glorificar o nome de Jesus onde onde a gloria de deus ivadiu aquele lugar tiveram convidados os departamento da igreja Assembleia de Deus do bairro benone resende de paulo afonso onde tivemos apresenaça de varios obreiro o pregador da noite foi o Pb. Eli Nascimento de paulo afonso - bahia onde a manifestação da glória de deus invadiu aquele lugar onde ouve 7 pessoas que aceitaram a jesus como senhor e salvador da sua alma ....